FOUNDING MOTHERS AND FATHERS OF AMERICA



Caro Dr. Love:
Tenho 71 anos de idade, sou um dos poucos brasileiros que estiveram em Woodstock em 1969 e fiz questão absoluta de passar para meu filho Dalton os mesmos valores libertários e os mesmos ideais de vida que a mãe dele e eu cultivamos até hoje. Mas ele infelizmente não quis seguir nossos ensinamentos, se rebelou contra nós, e foi trabalhar na Wall Street, para nosso desgosto. Hoje, ele está na cadeia, sua mulher foi internada num manicômio e sua filha Wanda, que tem 22 anos de idade e sempre pensou parecido comigo e com sua avó optou por vir morar conosco aqui no campo. Wanda é socióloga, dublê de cantora e compositora, transa meninas e meninos, e todo 4 de Julho reúne um monte de amigos nus no quintal aqui de casa, onde lê o Bill Of Rights e promove um teatrinho divertido sobre a Independência com atores nus, que culmina numa surubinha básica ao som de discos clássicos de rock como "The Yes Album" e "Dark Side Of The Moon". Acho maravilhosa a iniciativa dela. Só não me conformo com o fato de Wanda torcer o nariz para que sua avó e eu participemos da atividade -- claro que nós participamos mesmo assim. Como eu faço para ajudá-la a se livrar de alguns conceitos de merda herdados do bostinha de seu pai que, por algum motivo, ainda permaneçam em sua cabeça, apesar de sua alma libertária? (Country Joe Magalhães, Bearsville New York)

Caro Country Joe Magalhães:
Vá insistindo, não desista. Qualquer ano desses ela cede e acolhe vocês dois na boa neste belo ritual que ela promove. Desejo um ótimo 4 de Julho a todos vocês, além de muita fudelança e boa sorte!



Odorico Azeitona vem escrevendo
sobre putaria e sacanagem
desde o início de 2014.
Expert gabaritadíssimo nesses assuntos,
decidimos convidá-lo para assinar
uma coluna de aconselhamento sexual
para nossos leitores mais atrapalhados.
Odorico não só adorou a ideia
como rapidamente se transformou
no conselheiro sexual menos ortodoxo
do lado de cá do Equador:
o intrépido DOCTOR LOVE.





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